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Em parceria com a Faseh, professora norte-americana vem ao Brasil pesquisar novas estratégias para prevenção e controle da hanseníase


País ocupa segundo lugar em maior número de casos no mundo. Em Minas Gerais, dados de 2020 apontam 600 novos infectados entre a população geral

 

A pesquisadora Jessica Fairley, da Emory University de Atlanta, nos Estados Unidos, estará em Belo Horizonte nessa sexta-feira (16) para aprofundar pesquisas sobre a hanseníase em Minas Gerais, em parceria com a Faculdade de Saúde e Ecologia Humana (Faseh) – instituição do ecossistema Ânima Educação. Responsável por conduzir estudos pioneiros sobre a doença no estado, a professora identificou deficiências nutricionais e co-infecções parasitárias em pacientes com complicações, e agora busca descobrir novas abordagens diagnósticas e terapêuticas.

“A Faseh tem parcerias consolidadas com instituições norte-americanas para importantes pesquisas sobre doenças negligenciadas. Estamos juntos com a Emory University há mais de 10 anos estudando, entre outras questões, a hanseníase, que ainda persiste como problema de saúde pública no Brasil. Ocupamos atualmente o segundo lugar na relação de países com maior número de casos no mundo, atrás apenas da Índia. A vinda da Jessica Fairley representa um passo importante na continuidade destes estudos”, explica o professor do curso de medicina da Faseh, José Antônio Ferreira.

Segundo o Boletim Epidemiológico de Hanseníase 2021, do Ministério da Saúde, a pandemia da Covid-19 influenciou o diagnóstico e o acompanhamento dos casos de hanseníase no Brasil. Dados preliminares de 2020 mostram que o Brasil diagnosticou 13.807 novos casos, sendo 672 (4,9%) em menores de 15 anos. De acordo com o documento, Minas Gerais registrou cerca de 600 novas notificações entre a população geral e 20 em menores de 15 anos. 

O trabalho desenvolvido pela pesquisadora, inicialmente, contemplou pacientes em tratamento no Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte, que é referência da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) para o atendimento de pessoas com doenças infecciosas. Por meio dele, foi possível identificar que aqueles que apresentaram complicações da doença estavam com deficiências nutricionais. Agora, eles buscam entender o papel dos nutrientes nos infectados e se outras parasitoses interferem no quadro de hanseníase.

De Belo Horizonte, Jessica Fairley e o professor José Antônio Ferreira seguem para Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), campus de Governador Valadares, onde estão estudando novos diagnósticos da enfermidade. 

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